O mercado físico do boi gordo iniciou a semana com preços firmes e valorizados nos principais estados produtores. O principal fator de pressão altista continua sendo a dificuldade dos frigoríficos em fechar suas escalas de abate, o que obriga as indústrias a pagarem acima das referências médias.
A escassez de animais prontos para o abate tem ditado o ritmo das negociações no mercado pecuário brasileiro. Com programações de abate que cobrem poucos dias, as indústrias de carne bovina não encontram margem para pressionar os preços para baixo. Analistas apontam que a transição de pastagens e a retenção de fêmeas reduzem a oferta global de gado terminado. Para garantir o fluxo de suas operações e atender tanto o mercado interno quanto as exportações, os frigoríficos acabam cedendo às pedidas mais altas dos pecuaristas nas principais praças do país.