A elevada concentração de vendas do agronegócio brasileiro para destinos específicos preocupa analistas e produtores, que veem na abertura de novos mercados a única saída para reduzir riscos geopolíticos e econômicos.
A dependência comercial do Brasil em relação a mercados estratégicos, especialmente a China na compra de soja e carne bovina, traz liquidez, mas também expõe a produção nacional a vulnerabilidades operacionais. Alterações em exigências sanitárias, tarifas ou desaceleração do consumo nesses parceiros provocam impacto imediato na formação de preços ao produtor. Diante desse cenário, entidades do setor e autoridades intensificam a busca por novos acordos bilaterais no Sudeste Asiático, Oriente Médio e África. A estratégia visa diluir riscos de mercado e garantir estabilidade para as safras futuras.