A Confederação Nacional da Indústria (CNI) estima que a nova sobretaxa de 25% anunciada pelos Estados Unidos atingirá diretamente US$ 11 bilhões em produtos exportados pelo Brasil, comprometendo cerca de 26,2% das vendas externas destinadas ao mercado norte-americano.

Com início previsto para o dia 22 de julho, a barreira tarifária imposta por Washington reacende o debate sobre o protecionismo global e traz apreensão para exportadores brasileiros. Embora a medida mire diretamente produtos manufaturados e insumos industriais, o impacto tende a se espalhar por outras cadeias. Setores ligados ao agronegócio, que dependem do escoamento de produtos processados e de relações comerciais estáveis com os EUA, monitoram de perto os desdobramentos. Analistas alertam que o encarecimento das exportações brasileiras pode forçar indústrias nacionais a buscarem mercados alternativos ou a absorverem parte dos custos para manter a competitividade externa. Entidades representativas já articulam discussões com o governo federal para tentar negociar termos de isenção ou mitigar os prejuízos financeiros esperados para o segundo semestre.

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